segunda-feira, julho 24, 2006

Esquecer de esquecer...

estava eu a dizer que sigo ideais
quando nas aulas, me indignava com a professora por causa da deslocação social dos actores pensava e continuo a pensar que temos um papel pedagógico
e que nem sempre se podem encontrar bons guias para o fazer
sobre o que estou a escrever?
da função social da arte!

não me podem dizer que corro atrás de um sonho apenas para dizer que quando morrer lutei por ele
e que sonho é esse?
e porquê o gosto de fazer arte?

cortam-nos as pernas e temos de andar por onde nos mandam.... por onde é lógico
por onde e necessário
e as vezes ficamos um pouco pra trás
esquecemo-nos de nós, do que somos e do que queremos
e a vida passa-nos ao lado
só isso....

mas...

Só nos esquecemos do que queremos se deixarmos de saber porquê...

segunda-feira, julho 10, 2006

Um sorriso ou uma mentira?

O dias passam por entre os dedos submetidos à realidade do mundo.
Estava sol e de repente fez-se escuro, frio e austero...
O teu sorriso que era uma verdade e que me enchia de alegria, sinto que nos afastámos por um segundo e logo entre nós, o mundo.

Venho dando os passos sozinho e já nem sei se devo abraçar a solidão ou a companhia.

quinta-feira, maio 18, 2006

O Gato Escondido Com o Rabo de Fora


-"Viste como o céu se abriu?"
Encostei a minha cara na areia molhada e aspirei o som do mar.
-"Não há tempestade que dure sempre..."
Vale a pena? Valeria a pena?
Agora tinha a certeza que a espera era um grande alcance e que os sulcos de tristeza em breve seriam uma memória.
De uma estocada e veloz como um pássaro, coloquei-me de pé. Mãos nas ancas e sorri para o horizonte.
-"Agora é reconstruir tudo..."
Construir tudo instintivamente e passo-a-passo, invertendo as equações do mundo. Essas regras a que somos forçados a obedecer, num inacreditável suspiro de loucura, como se de uma ditadura de mente se tratasse. Ser humano é mais do que um simples ser, é acreditar que o mundo pode ser melhor e que nem sempre perdemos a batalha a não ser que larguemos as armas. E se as armas não estiverem nas nossas mãos, nas mãos de quem então...?
Já não vou em conversas de boa-vontade nem de que há tempo para tudo se cômpor. Pego na enchada de palavras e cavo o sitio onde colocarei os pilares da certeza.
Essa tempestade não volta... Pois é um gato escondido com o rabo de fora!